a dar o devido valor à minha liberdade!
Ah, se eu não tivesse insistido tanto
em manter-me presa até naquilo que não me queria...
Quantas lágrimas desperdiçadas,
quanto amor mal dirigido,
quantas noites mal aproveitadas,
quanto de mim esteve por aí, perdido.
Mas, bem dizem os mestres, tudo tem seu tempo...
Hoje, vejo com pesar quem prende algemas em suas próprias mãos
e sei que devo me calar,
quando olho para as cicatrizes dos meus próprios pulsos.
Quantas algemas já me coloquei,
em quantas correntes já me enrolei,
quantos grilhões eu já inventei...
E era tão simples ser livre...
Bastava amar e não, “precisar de”.
(Sueli Benko)
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