quinta-feira, 13 de março de 2014

Deus, segundo Baruch Spinoza


Deus conversaria assim, com você: 

Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.



Baruch Spinoza (1632, 1677 Haia - Holanda)

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

O que você precisa aprender? Já pensou nisso?


Não acredito em “carma”, mas sim, em “lições que trazemos para aprender nesta vida”. Então, pelo tipo de vida que levamos e pelas pessoas que nela são “colocadas”, principalmente pai, mãe e os relacionamentos, podemos analisar e descobrir qual é a nossa lição principal. Quanto mais cedo descobrirmos e mais cedo aprendermos, tanto antes sentiremos a verdadeira felicidade, que é a da “realização”.

Os métodos da vida são sempre os mesmos, então, não fica tão difícil descobrir. Como exemplo, cito uma mulher, cujo principal ensinamento a ser aprendido nesta vida, seja a “Independência”. Fatalmente, ela terá problemas na infância, com o pai ou com a mãe. Necessitará sair cedo de casa para “ver-se livre e cuidar de si própria”. Quando se casar, certamente será com um homem irresponsável, pois não poderá ser sustentada por ele. Se ela aprender a lição, possivelmente o casamento será desfeito e aparecerá alguém mais digno dela. Porém, se por algum instante, ela passar a depender desse segundo esposo, algo acontecerá para promover a separação, devolvendo-a ao mundo novamente e, então, fazer uma reciclagem.  

É muito importante que ela se lembre de um detalhe: a independência não é apenas material.  Há de aprender a ser “independente material e emocionalmente”, também. Isso quer dizer que essa pessoa somente encontrará a verdadeira felicidade quando tiver deixado de ser dependente de algo/alguém externo, completamente. Carência não cabe em sua vida. Não invejem os tipos de relacionamento que ela terá, os tipos de homens pelos quais apaixonar-se-á...

Ter consciência desses métodos que a Vida usa, facilita muito o entendimento e o perdão aos seus algozes, que nada mais foram do que instrumento que a Vida usou para atingir os seus objetivos, ou seja, elevar essa pessoa em direção ao seu crescimento espiritual, sua iluminação.

Analise sua Vida. Descubra o que precisa aprender.
Pense nisso, pois a chave do seu sucesso, em todos os sentidos, pode estar aí!



Sueli Benko

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pensando com os meus botões...


Estava aqui, pensando com meus botões:

“... se eu fosse a Vida, permitiria que a experiência chegasse mais cedo, que o aprendizado pudesse encantar os anos da juventude e que a sabedoria viesse bem antes dos primeiros fios de cabelo branco...”

Sempre pensei nisso, mas agora cheguei á conclusão de que a Vida é muito mais sábia do que eu imaginava! Envelhecer tem que trazer alguma vantagem ou ninguém suportaria a velhice. O que nos faz vivê-la bem é justamente essa sabedoria que o aprendizado gerado pelas nossas experiências nos trás. Os valores mudam, as descobertas acontecem e aprendemos que a felicidade existe, sim, assim como também existem os momentos infelizes.

Quando somos jovens, costumamos dizer que felicidade não existe, o que existe são os momentos felizes. Mero engano. A maturidade mostra-nos que ser feliz é uma questão de opção e que, quanto mais felizes nós somos, mais felizes ficamos! Quanto mais valor nos damos, mais valor nos dão. 

Quanto mais amor sentimos por nós mesmos, mais amor recebemos. Com o passar dos anos, temos mais tempo para observar a nossa vida e descobrir que sempre recebemos aquilo que nos demos, então, basta nos proporcionarmos o melhor de nós mesmos, que será o melhor da Vida que iremos receber.

Mas é preciso que o tempo passe para que tenhamos um parâmetro, para que possamos ter certeza de que as coisas ruins aconteceram sempre que deixamos de nos dar o melhor; sempre que demos poder para as outras pessoas nos magoarem; quando nos deixamos levar pelo orgulho ou pela impaciência; quando substituímos o presente pelas lembranças do passado ou pela ansiedade com relação ao futuro. Também percebemos que o tempo que perdemos valorizando nossos problemas ao invés de valorizarmos o que temos de bom, fará muita falta nos dias que virão. 

Sem termos vivido tempo suficiente para sustentarmos nossa base de dados, que são as nossas experiências, será impossível saber e, consequentemente, poder usar tudo o que aprendemos, inclusive, entender que o corpo não aprende; quem aprende é a alma e esta, só envelhece se nós permitirmos.


Sueli Benko

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domingo, 18 de agosto de 2013

Aprendendo a dizer "NÃO"!


Aprender a dizer “Não” é fundamental para nossa evolução. Muitas pessoas não conseguem fazê-lo e quando, sem alternativa, o fazem, sentem-se mal e passam a carregar o peso da preocupação pela pessoa que ouviu a sua resposta negativa. O que não percebem é que o “Não” de qualquer forma é dito, pois quando o desejo interno for uma negativa, mas por falta de coragem ou qualquer outro motivo, a “Sim” torna-se a saída, mesmo assim, o “Não” permanece, pois dizer “Sim” ao outro significa dizer “Não” a si próprio.

Por outro lado, aprender a ouvir um “Não”, também ajuda a dizê-lo, quando for necessário. Ensina-nos a depender mais de nós próprios do que dos outros, colocando-nos na busca do nosso objetivo por nossos próprios meios.

Entre dizer “NÃO” ao outro e dizer a si mesmo, o que você prefere?

Nunca se esqueça de que “a vida lhe dá o que você se dá”.


Sueli Benko

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Momentos felizes ou momentos infelizes?


 ou


?

Cresci ouvindo o povo dizer que “Felicidade não existe; o que existem são momentos felizes.” Acreditei nisso e, durante anos, repeti essa máxima para muita gente. Demorou a cair a ficha e perceber que não é nada disso. Hoje posso dizer com certeza que “Infelicidade não existe; o que existe são momentos infelizes.”

O que existem também, e em larga escala, são pessoas que preferem acreditar na infelicidade, pois não sabem valorizar o que têm de bom. Valorizar o negativo, infelizmente, é corriqueiro para o ser humano. Notícia boa não dá IBOPE, é o que dizem e, infelizmente, é verdade. Ninguém para na rua para admirar um grupo de pessoas dando risada, mas se for um acidente, não tem como passar sem parar. Se tiver uma vítima, então, é impossível ignorar. Isso é normal, mas “ser normal” não significa “ter que ser assim”. Nossa atenção vai para onde a direcionamos. Se escolhermos olhar para o lado bom da vida, vamos descobrir que existem muito mais motivos para sorrir do que para chorar.

Felicidade é opcional. Decida como será sua vida, não simplesmente no que se refere a alguns momentos. Deixe-os por conta do que você tem que aprender. Eu, já decidi: a minha vida é feita de felicidade. De vez em quando, aparecem alguns momentos menos felizes (para quebrar a rotina), mas acabam por se dissolver rapidamente, pois não encontram terreno fértil para florescer.



Sueli Benko

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domingo, 21 de abril de 2013

Qual é o tamanho do meu problema?


Um dia Alguém (com “A” maiúsculo mesmo) me disse que um problema apresenta-se de acordo com o ângulo pelo qual ele é olhado (ou sentido). Não entendi muito bem na época, pois, no meu modo de ver, quando o sentíamos, ela já havia aparecido e seria impossível voltar atrás e mudar o foco para senti-lo novamente. 

Hoje, entendo perfeitamente. Nunca sabemos quando um problema surgirá à nossa frente, então, se nos colocarmos constantemente, já numa posição favorável, qualquer hora que ele chegue, poderemos encará-lo pelo seu melhor ângulo.

E qual seria o melhor ângulo de um problema? É aquele que mostra a sua essência, a sua intenção, ou seja, o seu recado. Quanto mais depressa decifrarmos a mensagem que ele nos trás, mais rapidamente ele irá embora. 

Qual seria a posição mais favorável? Aquela onde não existe medo e nem orgulho, mas uma boa dose de amor e de confiança em  si próprio. O amor e a confiança em si próprio vêm da certeza de “Deus em si” e não de um deus que esteja no céu ou seja lá onde for. Vêm da certeza de um Poder maior do que aquele que nos fizeram acreditar que tínhamos (ou não).
Deus, Deusa, Grande Espírito, Criador, Criação, Poder Maior, etc. ... Chamem do nome que quiser, isso não importa. O que importa é a Força que temos dentro de nós para criar e transformar.  E compreender... e amar!

... Incondicionalmente!


Sueli Benko

domingo, 10 de março de 2013

Como andar deslizando no caminho das pedras


A primeira vez em que caminhei sobre pedras, eu não as conhecia, mas queria aprender a deslizar sobre elas sem me machucar. Estava descalça, ralei meus pés. A dor que senti nos dias que vieram, ensinaram-me a não caminhar sobre pedras, sem sapatos. 

Na segunda vez que andei num caminho de pedras, percebi que meus sapatos escorregavam e vários tombos levei. Meus pés estavam protegidos, mas meus joelhos ficaram feridos e meus cotovelos sangraram. Com a dor dos dias seguintes, aprendi que para caminhar sobre pedras, eu precisava proteger minhas pernas e meus braços, além de calçar-me adequadamente para esse fim. Assim, fiz. Usei roupas e calçados apropriados, quando fui caminhar novamente. Então, a cada tombo, eu procurava adaptar-me para o próximo passeio. 

Um dia, percebi que os tombos já não me machucavam, mas eu andava tão protegida que quase não conseguia me movimentar. A viagem já não tinha tanta graça e o peso de tanta proteção cansava-me. Quase não conseguia abaixar-me, não conseguia beber a água dos regatos, nem subir numa árvore para colher um fruto. Não haviam feridas, mas também não havia mais emoção em minha caminhada. 

Foi então, que arranquei toda a roupa protetora e, ao invés de aprender a me vestir, resolvi aprender a caminhar, prestando mais atenção nas pedras, nos buracos e nas armadilhas do caminho. Aprendi que as pedras não estavam ali somente como obstáculos; as maiores também serviam para eu me sentar, descansar, apreciar a paisagem, refletir e me alimentar. 

E, numa dessas reflexões, percebi que também havia vida e flores entre as pedras e entendi que o caminho de pedras não existia para eu aprender a deslizar. Haviam outros lugares mais apropriados para fazer isso. 

O caminho de pedras existia, enfim, para eu aprender a "caminhar" e, após aprender a fazê-lo nesse íngreme caminho, em nenhum outro eu iria, nem sequer, tropeçar.


Sueli Benko
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

O dia em que resolvi dar ouvidos ao meu coração...



O dia em que resolvi dar ouvidos ao meu coração e aceitar seu convite para me aprofundar em suas entranhas e conhecê-lo melhor, fiquei de queixo caído, com tantas verdades que descobri. A principal delas foi o tamanho do engano em que havia vivido até então. Haviam me ensinado tantas inverdades... E eu havia acreditado. Eu havia confiado cegamente no que havia aprendido nesses meus anos de vida humana... E não sabia como aquele meu modo de viver estava apertando meu coração, o guardião de minha Alma, minha verdadeira Essência, que até então, estava sufocando-se naquele espaço tão pequeno ao qual eu a estava submetendo.

Eu estava dando tanta importância à minha mente e aos meus pensamentos, que chegava a desconhecer o que meu coração guardava para mim com tanto Amor: o meu sentimento. Eu confundia “pensar” com “sentir”. Não percebia também, o quanto minha mente era vulnerável aos meus inimigos, principalmente ao pior deles, talvez: o orgulho. Aquilo que eu imaginava ser Amor e que acreditava fazer-me sofrer, não passava de orgulho ferido travestido de Amor. Então, meu coração ensinou-me que o Amor, o verdadeiro Amor, não traz sofrimento a ninguém! O verdadeiro Amor apenas oferece, doa, proporciona, enfim... ama!  Ele é tão pleno que não necessita de retornos e nem de pagamentos. Ele ama a si mesmo e ao outro, de uma forma tão completa e tão sublime, sem qualquer sentimento de posse, pois ele já se possui integralmente e, se não fossem os pensamentos viciados na mentira do que aprenderam, conseguiríamos viver em pleno êxtase nossa vida aqui na Terra.

O aprendizado imposto pela família, sociedade, escola e religião, desde o momento em que nascemos, é o que forma nossa personalidade e é somente isso que nossa mente aprende e conhece como certo. Então, acreditamos que somos aquilo que nossa personalidade demonstra: um ser irreal, formado de teorias, muitas vezes absurdas, que um dia, no passado, um homem criou. Muitas pessoas passam a vida inteira sem descobrir que não se conhecem de verdade. E como é difícil admitir isso!

Enquanto não conseguirmos entrar em contato com nossa alma, com nosso “eu” interior e ordenarmos à nossa mente que se afaste e que não interfira no verdadeiro aprendizado, viveremos em pura ilusão. Viveremos a realidade dos homens e não a da verdadeira Divindade Criadora (Deus), que habita em nós. Aquela que não age para nós, mas, através de nós. Aquela que é puro Amor e que um dia escolheu ser humana, para entender o que o “outro lado” (receptor) sentia e como receberia o que Ela, como Criadora de tudo e de todos criou.

Muitos falam na Nova Era, mas muitos mais ainda nunca se interessaram em saber o que isso significa. A Nova Era é agora! É o tempo de dominar a mente, limpá-la de tudo o que foi aprendido até então, e conhecer a verdade que a própria Alma quer nos trazer. E o tempo urge! Estamos atrasados, já.

Tudo faz sentido! Tudo tem que fazer sentido!

Posso garantir a todos que vale a pena!!!


Sueli Benko










sábado, 29 de setembro de 2012

O que é um Círculo de Mulheres e qual sua relação com o Sagrado Feminino



'Você deve ter notado que tudo que um indígena faz é em Círculo. Isso acontece porque todo Poder do Mundo sempre trabalha em círculo e tudo tenta ser redondo... O céu é redondo e eu ouvi dizer que a Terra é redonda como uma bola e também as estrelas. O vento, no momento de seu maior poder, gira. Os pássaros fazem seus ninhos circulares, pois eles têm a mesma crença que nós... mesmo as estações formam um grande círculo de mudanças que sempre retornam ao seu início. A vida de um homem é um círculo que vai de infância a infância e assim é em tudo onde o poder atua.' Black Elk, Homem Santo dos Oglala Sioux

Os círculos fortalecem um vínculo afetivo capaz de despertar a beleza e a verdade, a criatividade e a espiritualidade. É uma forma arquetípica que parece familiar à psique da maioria das mulheres. Ele é pessoal e igualitário.

De acordo com Jean Shinoda Bolen '... quando um Círculo de mulheres está centrado, ele forma uma roda ou uma mandala invisível'.O Círculo reúne-se como que ao redor de um fogo sagrado no centro de uma lareira redonda. O centro é o que torna o Círculo especial ou sagrado. O centro invisível, como fonte de energia, compaixão e sabedoria.No círculo, como na vida, as mais valiosas lições surgem do fato de termos feito o melhor nas circunstâncias mais difíceis'.

'O círculo e seus membros se desenvolvem através de situações difíceis.'

Também é um dos símbolos associados à Deusa e ao feminino. Representa os muitos ciclos da vida e nós, mulheres, carregamos em nosso corpo todas as Luas, todos os ciclos, o poder do renascimento e da morte. Sendo assim, este arquétipo está diretamente ligado à mulher.

(Soraya Mariani)



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Atitudes que drenam energia

O texto abaixo, recebi hoje de uma grande amiga. Começo essa nova fase do Fenixando 2, transcrevendo-o, por julgá-lo maravilhoso! Esse texto consta em diversos blogs, talvez muitos de vocês o conheçam, mas não consegui descobrir o autor. Se alguém souber, por favor, informe.

Espero que gostem!


1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada.
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.